Rede da excelência programa plano de carreira para voluntários
Com o objetivo de estimular o trabalho voluntário em prol da excelência em gestão, a Rede Nacional da Qualidade, Produtividade e Competitividade (Rede QPC) prevê a instituição de um plano de carreira para o seu voluntariado a partir de
A rede é uma parceria entre a FNQ; o Fórum Nacional dos Programas de Qualidade, Produtividade e Competitividade (QPC); o programa Gespública; o Grupo Gera Ação, da Petrobrás; e o Movimento Brasil Competitivo (MBC). Suas atividades são focadas na troca de informações sobre práticas de gestão e na promoção de prêmios voltados para a excelência.
Segundo o superintendente-geral da FNQ, Antonio Tadeu Pagliuso, “queremos mostrar a esses profissionais que se dedicam voluntariamente aos programas e prêmios de qualidade que eles podem começar atuando como examinadores e, daqui a dois ou três anos, serem convidados a liderar uma equipe, por exemplo. Queremos olhar para essas pessoas de forma mais profissional”.
O projeto ainda está em fase de formatação. “Estamos em fase de conversas preliminares com o Inmetro, para saber como é possível certificar essas pessoas pelo menos no nível de auditores da ISO”, explicou o executivo. Para se ter idéia do poder de mobilização, só o Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ), em 16 anos, contou com mais de 3.300 examinadores, somando 180 mil horas de trabalho voluntário.
Por meio da dedicação sem remuneração de profissionais das mais diversas áreas, há quase duas décadas vem sendo construído o movimento em prol da excelência em gestão no Brasil. Esse trabalho contribuiu de forma significativa para colocar o País — que vinha de uma economia fechada até o início dos anos 1990 — no mercado global e, em alguns setores, ao lado das melhores empresas do mundo.
Esse aumento de competitividade gera empregos, produtos e serviços de qualidade e contribui para o nascimento e crescimento de novos negócios. O resultado maior é a melhoria da qualidade de vida da população.
Para Pagliuso, “o voluntariado contribuiu muito para o crescimento do Brasil nesses últimos 20 anos. Uma parte dessa melhora deveu-se a essa massa de pessoas que acreditam no trabalho voluntário. Mas ainda não sinto que a mídia tenha interesse nesse assunto. A gente não vê trabalho como dos institutos Ethos e Akatu ou da rede QPC sendo manchete dos jornais”.
Com informações da Assessoria de Comunicação Social da FNQ
Natal, 15 de Dezembro de 2007
Nicolau Frederico de Souza





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