Bossa Nova, 50 anos: Carlos Lyra na Feira Literária Internacional de Paraty

Foto: divulgação

As comemorações dos cinqüenta anos da Bossa Nova fazem justiça à importância do movimento, mas correm o risco de tornarem-se festivas em excesso, segundo alguns. Para contrariar essa condição, os organizadores da 6ª Feira Literária Internacional de Paraty - FLIP, a realizar-se de 2 a 6 de julho próximo na famosa cidade histórica do estado do Rio de Janeiro, convidaram o músico, compositor e produtor musical Carlos Lyra e o crítico Lorenzo Mammi para uma mesa redonda, no dia 3 de julho, às 15 horas, na Tenda dos Autores. Com isso querem conferir um caráter mais analítico às comemorações dos 50 anos da Bossa Nova.  

Co-autor de três canções de Tom Jobim e do ensaio João Gilberto e o projeto utópico da Bossa Nova, o crítico Lorenzo Mammi estabelece um paralelo entre as conquistas formais dos artistas e as promessas embutidas no movimento desenvolvimentista brasileiro na era JK.

Carlos Lyra, nome de proa da Bossa Nova e da música popular brasileira, traz a Paraty a experiência de décadas de banquinho e violão. Autor da autobiografia “Eu e a bossa – a história da Bossa Nova”, lançamento da editora Casa da Palavra, Lyra fala de dentro e pode afinar este balanço da bossa com doses fartas de histórias e vivências exemplares.

Em seu mais recente livro ele contesta os mitos da Bossa Nova, como o de que a batida do violão de João Gilberto, as reuniões no apartamento de Nara Leão, ou mesmo as canções da dupla Tom Jobim/Vinicius de Moraes gravadas por Elizeth Cardoso em "Canção do Amor Demais", sejam o marco inicial da Bossa Nova. Essas opiniões do músico e compositor Carlos Lyra estão na entrevista que ele concedeu ao Caio Jobim, publicada no UOL Música – especial Bossa Nova, 50 anos. Vale conferir!

Até a próxima semana.