Olavo Drummond: o poeta encantou-se!
Agliberto Lima/AE - 07/03/2006

Olavo Drummond guardou
cartas, canetas e um relógio
presenteados pelo amigo JK
Abro um espaço na coluna para homenagear um araxaense, meu conterrâneo. Pego nas palavras da professora, escritora e poeta Vilma Cunha Duarte, conterrânea também, dizendo que "ele encantou-se"! Nada melhor para refletir um pensamento sobre a partida de um poeta do que as palavras de um outro poeta ou de uma outra poeta!
Desde criança, lá em casa, sempre ouvi falar em Dr. Olavo Drummond. Quando não era minha avó, Tina; era minha mãe, Zulma - sua colega de infância -; ou minha Tia Maroca, que o admirava e sempre o apoiava em suas campanhas políticas ou em quem ele apoiava, além de frequentar assiduamente a casa de seus pais, Sr. Salomão e D. Hermantina Drummond.
Lembro que Dr. Olavo, demonstrando a sua visão de futuro e de empreendedorismo, criou a Rádio Operária de Araxá (ZYV 59) e teve a coragem e a ousadia de, em plena década de 50, levar uma imagem de televisão (embora de circuito interno) à minha cidade. Isso, sem falar na sua inquietude (tão bem retrata pelo seu irmão, jornalista Toninho Drummond, quando dias atrás com ele conversei, enviando minha solidariedade). Essa mesma inquietude que o fêz um dos amigos "de peito" do ex-presidente da República, Juscelino Kubistchek de Oliveira (JK); que, pela sua capacidade e astúcia de homem público levou-o a ocupar importantes cargos na política, na sociedade e no serviço público - como atestam as informações em seu site pessoal (http://www.olavodrummond.mayte.us).
Que ele receba agora o prêmio na Paz Eterna, que ele tanto merece. À D. Márcia, aos filhos e netos, minha solidariedade como conterrâneo, embora distante da querida e saudosa Araxá!